A minha queridinha, Praia do Rosa

Na década de 1970, os surfistas descobriram esse paraíso, com boas ondas, em uma praia paradisíaca entre montanhas verdes de mata nativa e o mar. Uma das paisagens mais lindas do litoral catarinense, com mar, lagoas, e no inverno a observação de baleias. Já foi meu destino com família, amigos, namorando e até para minha primeira viagem que eu fiz sozinha. Está há 80 km ao sul de Florianópolis (cerca de 1h 30  de carro) em rodovia duplicada, a Praia do Rosa, no município de Imbituba.

Estudantes e mochileiros cariocas, paulistas, paranaenses e principalmente gaúchos buscam essa praia no verão, desde a década de 1980. As intervenções antropogênicas, na medida do possível respeitaram a natureza, sendo construídas pousadas e casas charmosas sem interferir a paisagem.  A beleza da praia, já foi destaque no caderno de viagens do jornal britânico The Sun e também do norte-americano The New York Times, que a destacou como um dos melhores destinos de praia do Brasil numa matéria intitulada “Uma beleza de praia brasileira, refinada e intocada”.

O nome da praia surgiu do sobrenome do antigo proprietário da fazenda que ocupava toda a área. Os primeiros turistas para chegar até ao paraíso, precisavam pedir permissão ao Sr. Rosa para passar por sua fazenda. Como meu sobrenome também é Rosa, pode ser que ele tenha um vínculo com meus ancestrais, já que eles já estavam em Santa Catarina nessa época, talvez o motivo de eu gostar tanto desse lugar.

Já vou avisando que a maioria das ruas é de barro, e para curtir o ideal é estar com um carro, pois são alguns quilômetros de um ponto ao outro e nesses trajetos não passam ônibus, e não vi táxi.

Para entender a praia, entenda que há dois acessos por costões no lado sul e norte da praia. Na parte Rosa Sul há estacionamento, com restaurantes e bares à beira-mar, mais procurado por famílias; já no Rosa Norte é o meu lado favorito (tem até aquela música do Armandinho “vou fugir pro Rosa Norte e te levar comigo”).

ROSA NORTE

Onde estão as melhores ondas, a sensação de proximidade com a natureza é maior, e também é onde começa a trilha para ir a Praia Vermelha e do Ouvidor. Há um estacionamento nesse lado também, necessitando descer por uma trilha ou por um deck de madeira até a praia. A infraestrutura com comércio é praticamente inexistente, passam vários ambulantes, porém é interessantes trazer seu lanche e leve seu guarda sol para garantir.

LAGO DO MEIO

Para quem ainda não conhece o Rosa, quase no meio da faixa de areia (que deve ter algo próximo aos 3 km de extensão) tem uma lagoa de água salobra que divide o Rosa em Rosa Sul e Rosa Norte. A lagoa é ótima para ir com as crianças, limparmos da água salgada ou para praticarmos stand-up paddle, caiaque ou windsurf. A água do mar chega até aí apenas nas marés mais cheias e a lagoa é quase sempre mais quentinha e tranquila que o mar.

PRAIA VERMELHA

Se eu já gosto do Rosa Norte, é na trilha para a Praia Vermelha que podemos ver o melhor angulo para a água azul do Rosa. A caminhada segue pelas margens do morro que é, na verdade, uma pequena península.

A trilha é muito bem conservada e sinalizada, com vistas de energizar a alma. Há uma casinha de madeira no caminho, que auxiliam a observação das tainhas na época de pesca, usada para a clássica foto “meu escritório é na praia”.

Passamos por mirantes e até por uma mata até descer do lado de lá e chegar à praia Vermelha. O único acesso a esta praia, é a pé, sendo mais reservada. Na volta dessa trilha, eu geralmente corto o caminho, subindo e descendo o morro do lado de lá na sua parte mais estreita.

OUVIDOR

Ao final da praia Vermelha, se subir a nova encosta, segue um caminho mais longo, pois a península é maior. Do lado de lá, está à praia do Ouvidor. Devido à ausência de ondas, também é muito frequentada por praticantes de canoagem. A Praia do Ouvidor possui acesso para veículos, muita gente passa o dia por lá, pois estaciona o automóvel na areia junto, para fazer a farofa, fugindo da realidade das praias que eu busco.

PRAIA DO LUZ E IBIRAQUERA

Já no Rosa Sul, estão as Praias do Luz e a Lagoa de Ibiraquera – perfeita para windsurfe e kitesurf.

 

Recomento ir ver o por do sol em Ibiraquera, já que ao anoitecer os pássaros saem do continente para dormir na ilha, fazendo um show sobre a lagoa. Aliás, uma dica para observação do pôr-do-sol, a maioria das pessoas vê apenas os primeiros tons avermelhados no céu e se contentam, mas acredite em mim, espere um pouco mais e os tons no céu irão ficar cada vez mais vibrantes.

CENTRINHO

No final do dia, vale uma volta na rua principal onde estão os restaurantes principais como o Tigre Asiático (gastronomia balinesa, tailandesa e japonesa- bom reservar, é bem concorrido, vale a pena), e o Goen Temaki Lounge (um dos melhores sushis que eu já comi).  Há algumas lojinhas que vendem produtos artesanais e locais como a S.A.L. e Linda d’Água.

Outra dica gastronômica é o Café Empório na Estrada Velha, conheci na minha última estadia. Lugar muito aconchegante, com a comida deliciosa, não queríamos mais ir embora! Experimentei um misto com ovo frito e um bolo de coco, quentinhos.

PRAIA DO SIRIÚ

Nas dunas de areia, além da linda paisagem, é perfeito para praticas sandboard, ou apenas curtir a vista. É interessante fazer no final de tarde, quando o sol está mais baixo, já que subir as dunas é cansativo.

Enfim, o Rosa é um ótimo lugar para renovar as energias, sair do comum e fugir da cidade, seja com a família, os amigos ou com o amor da sua vida.


Dicas:

– Leve dinheiro, o caixa eletrônico fica longe do centrinho do Rosa. Vários comércios aceitam cartão, mas nem todos.

– Ficar no mínimo dois dias, o perfeito seria um feriado, para realmente relaxar.

Melhor época? Eu amo ir para o Rosa no inverno, praia com pouco movimento, no final de dezembro se formam filas para todos os lados. Se gostar de agito, o Réveillon está muito famoso, então reserve com bastante antecedência.  Só cuidado entre maio e junho, alguns comércios fecham para reforma e/ou férias.

Hospedagem, há opções baratinhas até as de luxo. Com amigos há diversas opções de bangalôs e chalés, na última vez fiquei na Villa Josefa e foi muito bom. Na vez que fui sozinha, pensei que no hostel Haleakala seria bacana ter mais gente para conversar, mas a experiência foi bem desagradável.

– Há cavalgadas pelas praias e dunas, fiz do Rosa Norte ao Rosa Sul quando fui sozinha e foi bem bacana, a dona Alejandra foi uma querida (os cavalos não são aqueles pangarés que se encontra em hotel fazenda). Para combinar o passeio é só entrar em contato pela Página no Facebook Cavalgadas Rosa Norte (https://www.facebook.com/CavalgadasRosaNorte).

-Entre Julho e Outubro há grande possibilidade de ver baleias na baia, é interessante observar a página do projeto de proteção antes de ir, se o seu intuito principal for avistar essas gigantes (http://www.baleiafranca.org.br/avistagens/avistagens.php

-No caminho para a lagoa de Ibiraquera, há balanço e um deck muito bonito para passar um tempo, foi construído por uma pousada e é aberto ao público, sempre passo por lá.

  • Última dica, quem quiser sair na noite do Rosa, super recomendo o Quintal do Butiá, com boa música, pessoas, melhor clima!

Mapa com a localização dos lugares que comentei:


3 respostas para “A minha queridinha, Praia do Rosa”

  1. Casa de Doda disse:

    Cara, que legal essa história, Bina (agora vou te chamar de Bina!! foi me dar confiança, já viu né??!!)… Pesquisa mesmo. Adoro essas histórias de família e descendentes! Beijinhos

  2. Casa de Doda disse:

    Sabrina, a Praia do Rosa também é minha querida! Faz parte da minha adolescência (e lá se vão alguns verões viu eheheh)… Minha primeira experiência em bodyboard foi no Rosa. Tomei vários caldos, sai com a barriga toda assada, até conseguir me equilibrar na pranchinha, mas consegui !!!! O lugar é perfeito pra tudo. Só concordo que na temporada fica impraticável andar por lá! Mas ainda assim o Rosa fica charmoso. Beijos
    OBS.: Vamos pesquisar a árvore genealógica do Seu Rosa, vai que tu tens parentesco com ele!!!

    • Sabrina da Rosa disse:

      Ah, como não amar o Rosa né? Meus caldos com bodyboard na infância, foram em Mariscal! Sim, o bom é aproveitar fora de temporada, esse lugar tão gostoso 😉

      Minha família, pelos documentos que encontrei até agora, estava em Palhoça desde os anos 1700, então há possibilidades de ter uma ligação com o Seu Rosa, preciso continuar essa pesquisa mesmo! Beijos

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